Chuva melhora condições de pastagens

Excesso de umidade, porém, tem prejudicado safra de café, baixando a qualidade dos grãos colhidos

Fábio Marin, O Estado de S.Paulo

29 Julho 2009 | 03h18

A semana começou com temperatura em elevação e máximas acima dos 30 graus em boa parte do Estado. Na quinta-feira, porém, um novo sistema frontal chegou a São Paulo, trazendo chuva e baixando a temperatura na maioria das regiões.

Em um mês seis frentes frias já passaram pelo Sudeste, marcando este inverno como um dos mais chuvosos e frios dos últimos anos, e mantendo a umidade do solo acima do nível normalmente observado. O armazenamento médio de água no solo está em 78% da capacidade máxima. Apenas Votuporanga e Ilha Solteira têm condição crítica, com umidade abaixo de 30%.

A alta umidade do solo vem beneficiando as pastagens, permitindo aos pecuaristas manter o gado no pasto em melhores condições. Com isso, a oferta de gado continua reduzida, o que segura os preços.

Em contrapartida, a chuva vem prejudicando colheita e transporte da cana-de-açúcar. A água em excesso também atrasa a maturação nos canaviais, diminuindo a concentração de açúcar nos colmos e baixando o rendimento industrial.

A chuva também tem afetado a safra de café, atrasando a colheita e dificultando a secagem dos grãos. Com isso, apesar da alta no mercado internacional, os preços pagos ao produtor e o volume de negócios ainda são baixos, por causa da perda de qualidade dos grãos colhidos recentemente.

COLHEITA

Nos pomares de Limeira, Araraquara e Olímpia, a chuva poderia ter prejudicado a colheita se ela tivesse começado. Nesta safra, os baixos preços da laranja ainda não permitiram o início efetivo da safra; há áreas onde as frutas estão se perdendo nos pés.

Em Ribeirão Preto e Jardinópolis, o florescimento dos pomares de manga pode ser afetado pela chuva, podendo elevar a taxa de abortamento de flores. A chuva atrasou a colheita do morango de Monte Alegre do Sul, Jarinu e Atibaia; da mandioca em Engenheiro Coelho, Mogi-Mirim e Presidente Prudente e do milho safrinha de Cândido Mota, Assis e Itapeva.

A umidade do ar elevada e a chuva mantêm reduzido o risco de incêndio; apenas em Votuporanga e Ilha Solteira há maior risco de propagação do fogo.

*Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br 

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