Chuva melhora condições para pastagens

Rebrota de gramíneas mantém gado no pasto e ajuda pecuarista a reverter queda do preço da arroba

Fábio Marin, O Estado de S.Paulo

17 Junho 2009 | 02h42

Uma frente fria chegou ao Sudeste trazendo bons volumes de chuva para Campinas, Itapeva, Jaboticabal, Piracicaba e Ribeirão Preto, com mais de 30 milímetros acumulados na semana. Após a passagem da frente, na sexta-feira, uma massa de ar polar baixou novamente a temperatura e a umidade do ar no fim de semana. Na madrugada do domingo, a mínima chegou a 9 graus em Barretos e Presidente Prudente e a 7 graus em Ribeirão Preto, Campinas e Franca.

O frio manteve a taxa de evapotranspiração abaixo de 2 milímetros por dia em todos os locais, enquanto a chuva elevou a umidade do solo. Na média, o armazenamento hídrico está em 70% da capacidade máxima de retenção, nível bem superior ao valor normalmente observado nesta época do ano em São Paulo.

A elevação na disponibilidade de água no solo foi especialmente benéfica para as pastagens, que haviam sofrido com o frio da semana anterior e secado rapidamente após a passagem da massa de ar polar.

Agora, a expectativa é que as gramíneas encontrem condições para rebrotar, apesar do frio, facilitando o trabalho dos pecuaristas e revertendo a tendência de queda no preço da arroba decorrente do aumento na oferta.

A chuva atrasou a colheita da cana-de-açúcar, mas favoreceu os canaviais plantados no início do ano e que serão colhidos na próxima safra. A expectativa é que no próximo ano a produtividade dessas áreas fique acima da média.

O frio reduziu a demanda pela laranja e tangerina in natura colhida em Itápolis, Matão, Getulina e Marília, e a expectativa é que o início da operação das indústrias eleve os preços e reduza os prejuízos dos produtores.

A colheita da mandioca não sofreu com a chuva e o aumento da oferta da raiz no mercado fez os preços caírem em todas as praças.

Nos canteiros de morango de Monte Alegre do Sul, Atibaia e Jarinu, o cenário é parecido, com boas condições para a produção da fruta e queda no preço por causa da oferta crescente do produto no mercado.

Nos cafezais de Franca, Garça e São José do Rio Pardo ocorre o contrário. Apesar do bom andamento da safra desde maio, os preços mostram tendência de alta por causa da disparada nas cotações do produto no mercado internacional.

*Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br

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