Chuvas atrasam colheita de soja em Mato Grosso

A colheita de soja 2013/14 em Mato Grosso, o maior Estado produtor brasileiro da commodity, avançou menos nesta semana do que no período anterior, ficando atrasada na comparação com a mesma época do ano passado em meio a chuvas intensas que dificultam os trabalhos em algumas regiões do Estado.

Reuters

24 de janeiro de 2014 | 16h22

Os produtores colheram até quinta-feira 5,8 por cento da área recorde de 8,3 milhões de hectares, contra 4,2 por cento no mesmo dia da semana anterior, de acordo com o terceiro levantamento de colheita divulgado nesta sexta-feira pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea).

Na mesma semana do ano passado, os produtores tinham colhido 7,1 por cento da área.

"Teve muita chuva... o último dia de colheita foi sábado. No domingo, alguém conseguiu colher alguma coisa, mas foi pouco", afirmou o presidente da Aprosoja MT, Carlos Fávaro, para quem a colheita poderia ter avançado para até 10 por cento da área não fossem as chuvas.

Considerando a produtividade média prevista pelo Imea, o dado de colheita indica que o Mato Grosso pode ter colhido até esta semana aproximadamente 1,5 milhão de toneladas, ante 1 milhão de toneladas até a semana anterior.

A safra do Estado é estimada em um recorde de 25,7 milhões de toneladas, segundo o Imea, representando pouco menos de 30 por cento da safra nacional, estimada em aproximadamente 90 milhões de toneladas, o que seria a maior colheita da história do país.

Segundo Fávaro, a colheita poderia ter avançado para entre 8 e 10 por cento da área. "Certamente teria avançado mais, tem soja pronta (para ser colhida)."

O presidente da associação dos produtores afirmou que as chuvas ainda não causaram danos para os grãos prontos para serem colhidos.

"Mas é um momento preocupante, precisamos de dois dias de sol para voltar à normalidade", disse ele, acrescentando que a soja estaria sujeita a avarias no caso de o período chuvoso ficar mais prolongado.

A Somar Meteorologia estima chuvas para Mato Grosso até segunda-feira.

Em termos comerciais o atraso na colheita ainda não é prejudicial, afirmou Fávaro.

"Ainda não dificulta, porque os contratos (para entrega da soja) normalmente são para final de mês, para 30 a 31 de janeiro", explicou.

(Por Roberto Samora)

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