Chuvas cortam energia e inundam cidade na Arábia Saudita

Chuvas torrenciais inundaram ruas e cortaram a eletricidade em partes de Jidá, a segunda maior cidade da Arábia Saudita, na quarta-feira, aumentando o temor de uma repetição das enchentes que mataram mais de 120 pessoas em 2009.

REUTERS

26 de janeiro de 2011 | 16h28

As últimas inundações causaram um raro debate público sobre a fraqueza na infraestrutura do maior exportador de petróleo do mundo, um dos países mais ricos do planeta. A Arábia Saudita é uma monarquia absoluta que não tem um Parlamento eleito e não tolera protestos públicos.

Na quarta-feira, carros flutuavam nas ruas, transformadas em rios, enquanto cheiros ruins tomavam conta do ar, já que água de esgoto de tanques subterrâneos transbordaram e se misturaram com a inundação.

Moradores reclamam há algum tempo de negligência, uma vez que a cidade não tem rede de esgoto, apesar do fato de o país árabe ter mais de 400 bilhões de dólares em reservas internacionais graças a anos de preços elevados do petróleo. O esgoto é armazenado em tanques e coletado posteriormente.

"Estamos inundados. Isso é ruim. Todo o primeiro andar da minha casa está repleto de água e um dos meus sofás está flutuando na sala de jantar", disse uma mulher.

"Por que não fomos alertados sobre isso? Há helicópteros resgatando pessoas e carros flutuando nas ruas", contou.

Autoridades pediram que as pessoas ficassem em casa, mas não deram uma estimativa imediata de danos ou vítimas. Um porta-voz da defesa civil não retornou as repetidas ligações para comentar o assunto.

(Reportagem de Asma Alsharif)

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