Chuvas favorecem lavouras de soja

Temporais e granizo, porém, têm causado prejuízos em áreas de hortaliças e legumes em Mogi das Cruzes

Fábio Marin, O Estado de S.Paulo

31 Dezembro 2008 | 03h56

Mais uma semana de chuva forte em todo o Estado de São Paulo, causada por um sistema frontal que atuou sobre o Sudeste. O acumulado de precipitação passou de 100 milímetros em Barretos, Ilha Solteira e Jaboticabal, com temporais e prejuízos para as áreas de várzea, onde ocorreram enchentes. Em Mogi das Cruzes, além dos temporais, houve queda de granizo, com perdas nas áreas de produção de legumes e hortaliças. Outro dano causado pela chuva intensa é a erosão. Além de causar prejuízos carregando nutrientes e o horizonte superficial do solo, a erosão provoca o assoreamento de rios e lagos. Plantio direto na palha, curvas de nível, terraços e a manutenção das matas ciliares são medidas que ajudam a evitar prejuízos e a minimizar o impacto ambiental. O calor intenso marcou a semana, com máximas acima de 35 graus em Guaratinguetá, Iguape, Presidente Prudente e Ilha Solteira, e mínimas em torno dos 20 graus na maioria das localidades. O tempo chuvoso manteve a umidade relativa acima dos 70% na região de Campinas, favorecendo a formação de orvalho à noite e acelerando o desenvolvimento de doenças nas parreiras de uva e pomares de figo. PRECIPITAÇÃO O armazenamento hídrico dos solos continua subindo, revertendo a tendência de queda de umidade observada em novembro, mas mantendo o volume de chuva abaixo da média histórica. Até domingo, o total de chuva representava 90% do volume esperado para o mês. Em novembro, a precipitação acumulada ficou em 60% da marca histórica. A temperatura ficou pouco acima do normal, com cerca de 0,3 graus acima da média de dezembro. A elevação da umidade favoreceu as lavouras de soja, em fase de desenvolvimento vegetativo e sensíveis à falta de água. O zoneamento agrícola recomenda que a semeadura seja feita até meados de dezembro, o que ocorreu nesta safra. Mas nas lavouras semeadas precocemente pode haver queda na produtividade por causa do reduzido volume de chuva em novembro. Na maioria das regiões a cana cresce com boas condições. Em dezembro, contudo, a nebulosidade elevada não permitiu que a cultura desenvolvesse todo o potencial produtivo. *Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima, acesse www.agritempo.gov.br

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