Chuvas fazem Teresina decretar estado de emergência

Rios que banham cidade estão com nível acima do normal; em todo o Piauí, 500 famílias estão desabrigadas

Luciana Coelho, especial para O Estado de S.Paulo,

03 de abril de 2008 | 15h10

O prefeito de Teresina Silvio Mendes (PSDB) decretou estado de emergência nos pontos mais críticos da cidade que são banhadas pelos rios Poti e Parnaíba. A decisão foi tomada durante reunião na manhã desta quinta-feira, 3, com representantes da Companhia Hidrelétrica do São Francisco (Chesf), equipes das Superintendências de Desenvolvimento Urbano, Corpo de Bombeiros, Defesa Civil, Fundação Municipal de Saúde e assistentes sociais.  O governador do Piauí, Wellington Dias (PT), informou na quarta-feira, 2, que cerca de 500 famílias estão desabrigadas em várias cidades do Estado por causa das fortes chuvas, da fragilidade das construções das moradias e da elevação das águas dos rios. Pelo menos outros 18 municípios correm o risco de ficarem isolados de Teresina com a situação das estradas. Segundo informações do gerente regional da Chesf, Airton Freitas Feitosa, até a tarde desta quinta, o Rio Poti estava aumentando cerca de 80 centímetros do nível de suas águas na capital piauiense. Isso implicará no alagamento de alguns pontos na área urbana da cidade, além da zona rural. "Não temos como controlar a vazão das águas do Poti como fazemos com o Parnaíba, na barragem de Boa Esperança", observou. O Rio Poti já está com a segunda maior vazão de água dos últimos dez anos. São pouco mais de 2,m mil metros cúbicos de água por segundo. Mesmo com o controle da vazão do Paranaíba, o volume de água está aumentando em Teresina por causa dos rios Canindé e Gurguéia que estão com sua capacidade acima do normal e desembocam no Parnaíba. Para minimizar os efeitos da cheia dos rios, o prefeito Sílvio Mendes decretou Estado de Emergência em Vila Mocambinho, Curva São Paulo, bairro Água Mineral e outros. Nesta quinta-feira mesmo, equipes municipais começaram o trabalho para identificar as famílias que devem ser transferidas da área que deverá ser alagada. Nesse primeiro momento, as famílias serão atendidas pelo programa Família Acolhedora, nos centros de produção e em casas que poderão ser alugadas.

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