Cidade precisa de infraestrutura e leis para conservação

No Museu de Arqueologia e Paleontologia de Araraquara (Mapa) há apenas três lajes com pegadas fósseis. Ao ver o livro de visitantes, com cinco assinaturas, o paleontólogo Marcelo Adorna Fernandes comenta: "São cinco pessoas que não vão mais voltar." Para ele, seria melhor fechar o museu e reabri-lo quando tudo - mobiliário e exposição - estivesse pronto.

, O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2010 | 00h00

Atrasos na licitação provocaram os problemas de infraestrutura, segundo o coordenador executivo de Preservação do Patrimônio Histórico e Cultural de Araraquara, Domingos Carnesecca Neto. Ele estima que, até o fim do ano, o processo de compra estará concluído e será possível melhorar a exposição.

Não há uma legislação que proteja as calçadas. Fernandes e Carnesecca Neto argumentam que os fósseis com menor valor científico poderiam permanecer na rua, como marca da cidade. Mas, se um morador desejasse substituir o calçamento na frente do imóvel, deveria solicitar à prefeitura a remoção e salvaguarda das pedras com registro fóssil.

O arenito da região cobre a via pública de várias cidades: Araraquara, São Carlos, Matão, Monte Alto e até mesmo São Paulo. Quase todas as pedreiras estão desativadas, a maioria por problemas de licenciamento ambiental. Apenas duas, em São Carlos, continuam funcionando. Não há lei específica para proteger esses sítios paleontológicos.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.