Cidade vive dia de fúria após guarda balear jovem

Durante a ação, prefeitura foi invadida e reforço policial foi enviado

Agência Estado

09 de setembro de 2013 | 20h29

Confrontos com a polícia, carros destruídos, o comércio fechado e prédios públicos invadidos foram alguns dos problemas registrados na tarde desta segunda-feira, 9, em Barrinha (SP). A revolta começou após um jovem morrer ao ser baleado na cabeça durante uma blitz da Guarda Municipal na área central da cidade. Durante a ação, até a prefeitura foi invadida e reforço policial foi enviado por Ribeirão Preto (SP).

A vítima Tiago Antônio da Silva, de 26 anos, teria sido parado por três guardas municipais porque estaria portando drogas. A Polícia Militar foi chamada e teria ocorrido uma discussão com os guardas, no centro da cidade. Segundo familiares do rapaz, em determinado momento, enquanto ele conversava com os PMs, um dos guardas empurrou o policial para o lado e desferiu dois tiros contra a cabeça da vítima.

Em seguida os guardas teriam desaparecido e até à noite não haviam se apresentado na delegacia. De acordo com o comando da Polícia Militar, os guardas não têm autorização para usar arma em serviço e nem poderiam estar trabalhando no combate ao tráfico de drogas. Ao fazerem isso já estariam cometendo o crime de usurpação da função pública.

A morte do rapaz desencadeou a revolta que teve ônibus do município quebrados, um carro da guarda destruído, uma motocicleta incendiada no meio da rua, a prefeitura, a biblioteca e outros órgãos invadidos e depredados, além de várias outras ocorrências. Em um dos casos, um consultório odontológico foi incendiado e o dentista, que havia se escondido com medo, foi retirado desacordado pelos bombeiros após inalar grande quantidade de fumaça.

Reforço

Policiais tiveram de ser deslocados de cidades da região, cerca de 30 deles de Ribeirão Preto. Eles cercaram o pronto-socorro porque muitas pessoas ainda se concentravam até a noite na frente do local ameaçando invadir. A segurança vai permanecer reforçada pelo até menos esta terça-feira, 10, para evitar maiores problemas.

O corpo do rapaz foi mandado para o IML (Instituto Médico Legal) de Jaboticabal e não há ainda uma definição sobre o enterro. O secretário de Governo do Município, Tadeu Giolo, diz que estarão sendo analisados os estragos e os responsáveis podem ser responsabilizados. Teriam participado da ação em torno de 80 pessoas.

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