Cidades onde são feitas paradas comemoram aumento de turistas

Municípios afirmam que navios respeitam normas ambientais e não temem prejuízos; Rio reconhece que ainda falta estrutura

Afra Balazina, O Estado de S.Paulo

16 de maio de 2010 | 00h00

As cidades escolhidas como paradas dos cruzeiros estão animadas com o aumento das viagens e não temem os possíveis danos ao meio ambiente. No Rio de Janeiro ocorreram 255 paradas de cruzeiros nesta temporada - na anterior foram 148 (aumento de 72%). O crescimento previsto para a próxima é de 25%.

"Os cruzeiros são como hotéis cinco estrelas ou mais que atendem a uma legislação ambiental super exigente e cumprem todas as normas", diz o subsecretário de Turismo do Rio, Pedro Guimarães. Segundo ele, já ocorreram casos de pequenos vazamento de óleo, mas há oito anos fatos como esses não acontecem.

Guimarães admite, porém, que há necessidade de melhorar a infraestrutura portuária e da cidade para receber os visitantes. Segundo ele, o porto passa atualmente por uma revitalização.

O subsecretário discorda da ideia de que os passageiros de cruzeiro não gastam. "Muitos terminam o cruzeiro na cidade e se hospedam nos hotéis."

Em Ilhabela, o aumento das escalas foi de 53% de uma temporada para outra - a última teve 152 paradas. A prefeitura estima que cada passageiro gaste, em média, R$ 50, o que injeta "na economia R$ 17 milhões por temporada no comércio local". A administração municipal diz que a temporada de cruzeiros é importante para combater a sazonalidade, pois os prestadores de serviço ganham garantia de trabalho de, pelo menos, seis meses.

Fortaleza, por exemplo, recebeu 40 mil turistas de cruzeiros nesta temporada - 71% a mais que na anterior. A prefeitura diz que o porto está preparado para recolher a produção de lixo, esgoto e óleos. Em Angra dos Reis houve o desembarque de quase 197 mil pessoas neste temporada, contra 83 mil da anterior. Segundo a assessoria de imprensa da TurisAngra, os passageiros passeiam de barco ou lancha, compram lembranças e almoçam na cidade. "É um turismo que nos interessa muito, mas sempre com controle."

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.