Ciência avança mais no interior de São Paulo

São Carlos, Campinas, Piracicaba, Bauru e Ribeirão Preto têm sozinhas mais mestres e doutores a cada 100 mil habitantes se comparados aos da capital paulista. Nas cidades do entorno de Araraquara, há quatro vezes mais cientistas. O interior de São Paulo é responsável por um quarto da produção científica nacional e abocanha mais da metade dos financiamentos federais destinados ao Estado. Das universidades e dos institutos nesta região, sai o conhecimento que abastece e cria empresas tecnológicas. Três em cada quatro projetos de inovação aprovados pela Fapesp são de fábricas com sotaque caipira. Graças a esses números, São Paulo publica hoje tanto quanto Espanha, Austrália, Irlanda ou Canadá.?A aprovação dos projetos é em função da demanda, o que indica uma vitalidade intensa do interior?, diz o diretor-científico da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Carlos Henrique de Brito Cruz. ?O interior está bem articulado e competitivo em relação à capital?, acrescenta Marco Antonio Zago, presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Os dois são cientistas, um de Campinas e o outro de Ribeirão Preto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

14 de outubro de 2007 | 08h44

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