Cientistas atacam plano ambiental de Bush

Planos do governo Bush para afrouxar as regras de limpeza do ar em milhares de indústrias poderão agravar a poluição, diz a Academia Nacional de Ciências (NAS) dos EUA. As regras da Lei do Ar Limpo estão sob análise da Suprema Corte, que deverá receber ainda nesta sexta-feira os documentos do governo, que pretende reescrever as normas baixadas em 2002 e 2003.O relatório da NAS, encomendado pelo Congresso, afirma que a possibilidade de emissões de óxidos de nitrogênio e de dióxido de enxofre "aumenta em alguns locais e diminui em outros. No entanto, a magnitude das mudanças e o número de áreas geográficas afetadas não puderam ser avaliados".Esses produtos químicos contribuem para o smog, chuva ácida, fuligem e outras partículas finas que se acumulam no pulmão das pessoas e causam asma e outros problemas respiratórios.A academia também faz uma crítica indireta ao levantamento de dados realizado pela Agência de Proteção Ambiental (EPA) do governo, afirmando que "a falta de dados e a limitação dos modelos atuais" impede que se tirem conclusões sólidas sobre como as normas poderão afetar a poluição do ar.Já o governo encarou o relatório de modo diverso. O chefe interino do setor de Ar e Radiação da EPA, Bill Wehrum, diz que a NAS "confirma que a abordagem da administração Bush para reduzir a poluição do ar tem resultados garantidos" ao permitir que mais empresas usem o mercado para participar de um plano de comércio de emissões.Sob esse sistema de comércio, fábricas incapazes de atingir as metas de redução de poluição poderiam comprar cotas de emissão de empresas que reduziram a poluição além do exigido por lei.A EPA acredita que essa abordagem encorajará novos avanços tecnológicos. Ambientalistas afirmam que se trata de uma ameaça à saúde pública.

Agencia Estado,

21 de julho de 2006 | 15h43

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.