Cientistas atribuem morte de abelhas nos EUA a vírus

Contaminação vem se somar à lista de suspeitos pelo desaparecimento das abelhas de mel

06 de setembro de 2007 | 18h56

Detetives científicos têm um novo suspeito na norte de bilhões de abelhas melíferas nos Estados Unidos: um vírus até então desconhecido no país.   Pesquisadores informam ter utilizado uma nova técnica genética e análises estatísticas para identificar o vírus israelense da paralisia aguda como o mais recente culpado potencial na morte generalizada de abelhas operárias, fenômeno batizado de distúrbio de colapso da colônia.   O próximo passo é tentar infectar abelhas deliberadamente com o vírus, para ver se ele realmente causa a morte. "Pelo menos, agora temos uma pista para seguir. Podemos usar isso como um marcador, usá-lo para investigar se, de fato, causa a doença", disse um dos autores do trabalho, o epidemiologista W. Ian Lipkin, da Universidade Columbia. Detalhes do trabalho aparecem na edição online da revista Science, Science Express.   Especialistas reforçam que parasitas, pesticidas e má nutrição continuam na lista de suspeitos, bem como o estresse de viagem: apicultores dos EUA deslocam as abelhas pelo país, para que polinizem as lavouras que florescem em cada estação.

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