Cientistas australianos descobrem antigos répteis marinhos

Cientistas identificaram duas espécies antigas de réptil que nadavam nas águas da Austrália 115 milhões de anos atrás. As descobertas - batizadas Umoonasaurus e Opallionectes - pertencem ao grupo de animais chamados plesiossauros, répteis marinhos de pescoço comprido que viveram na época dos dinossauros. Os pesquisadores, liderados pelo paleontólogo Benjamin Kear, identificaram as novas espécies depois de montar um quebra-cabeças formado pelos restos fósseis de 30 indivíduos, coletados de uma mina de opalas ao longo dos últimos 30 anos. Esses répteis são "bastante incomuns" e a identificação ajuda os cientistas a compreender "o comportamento desses animais, o que é muito importante", disse Kear. As descobertas foram publicadas no periódico internacional Paleontology e na edilção online da Biology Letters. da Royal Society britânica.O Umoonasaurus era a "baleia assassina do Jurássico", disse Kear. O animal se distinguia pelo tamanho relativamente pequeno, de cerca de 2,4 metros, e três cristas no crânio. "Imagine um corpo compacto com quatro nadadeiras, um pescoço razoavelmente longo, cabeça pequena e causa curta, meio como uma foca réptil", disse o paleontólogo.O Opallionectes também era um plesiossauro, mas muito maior - com seis metros - com uma massa de dentes finos e aguçados como agulhas, para capturar peixes pequenos e lulas."É um elo perdido entre as espécies do Jurássico, encontradas na Inglaterra, de cerca de 170 milhões de anos, e as muito Amis novas encontradas na Antártida e Patagônia, que têm cerca de 65 milhões de anos", disse Kear.Ambas as criaturas recém-descobertas viviam num oceano polar que cobria a Austrália há 115 milhões de anos, quando o continente estava muito mais próximo da Antártida.

Agencia Estado,

28 de julho de 2006 | 14h01

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