Cientistas criam detector de mentiras para e-mail

Cientistas da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, disseram ser capazes de identificar uma mentira contada por e-mail. Analisando cinco características comuns a textos falaciosos, eles identificaram "pistas" que usuários cometem ao tentar passar adiante suas lorotas no texto escrito. Segundo eles, a margem de acerto nos testes é de cerca de 70%. De acordo com a edição desta segunda-feira do jornal Daily Mail, os conhecimentos podem ser condensados em um programa de computador disponível já a partir do próximo ano. Pistas Textos falsos têm, por exemplo, 28% mais palavras que textos verdadeiros, descobriram os cientistas. No entanto, a ocorrência de frases casuais, que possam despertar ambigüidade, é bem menor nos primeiros que nos segundos, eles observaram. Mais detalhadas que as verdades, mentiras são contadas através do que os pesquisadores chamaram de "expressões de sentido" - como "sentir", "ver", e "tocar" - usadas para criar um cenário que nunca existiu. Mentirosos desconfortáveis com sua pirraça tendem ainda a usar palavras com sentido negativo, como "triste", "estressado", "irritado", afirmaram os cientistas. E, finalmente, tentam se distanciar de seu embuste usando pronomes de terceira pessoa, como "ele" e "ela". Jeff Hancock, coordenador do estudo, disse que, mais que ajudar as pessoas a identificar mentirinhas privadas contadas por seus parceiros amorosos, a pesquisa pode ter diversos usos públicos. Ao anunciar a destinação de US$ 680 mil (quase R$ 1,5 milhão) para a pesquisa, o jornal da universidade, o Cornell Chronicle, disse que o "detector digital de mentiras" poderia ser usado para identificar fraudes financeiras e criminosos planejando crimes online.

Agencia Estado,

26 Fevereiro 2007 | 11h37

Encontrou algum erro? Entre em contato

publicidade

publicidade

publicidade

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.