Cientistas descobrem espécie que reapareceu após 11 milhões de anos

Ele tem o rosto de rato e a cauda de um pequeno esquilo - e os cientistas dizem que a criatura descoberta vivendo no Laos é bastante especial: é uma espécie que se acreditava estar extinta há 11 milhões de anos. O roedor de longos bigodes fez as manchetes há alguns meses quando biólogos declararam ter encontrado uma nova espécie, apelidada de rato de pedra de Laos. Mas acabou-se descobrindo que o pequeno roedor não era novo no final das contas, e sim um tipo raro de sobrevivente: um membro de uma família conhecida até agora apenas por fósseis. Além disso, o animal não é um rato. Essa espécie, chamada de Diatomyidae, se parece mais com pequenos esquilos ou musaranhos-arborícolas, disse a paleontóloga Mary Dawson do Museu Carnegie de História Natural. Dawson, com colegas da França e China, apresentaram a nova identidade da criaturinha na edição desta sexta-feira da revista Science. Os pesquisadores comprovaram sua teoria por meio de comparações meticulosas entre os ossos dos espécimes e de fósseis encontrados na China e em outros lugares da Ásia. Reaparecer após 11 milhões de anos é muito mais empolgante do que se o roedor fosse realmente uma nova espécie. Na realidade, essas reaparições são tão raras que os cientistas as chamam de "O efeito de Lázaro".

Agencia Estado,

10 de março de 2006 | 16h24

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