Cientistas discutem formas de combate às doenças tropicais

Congresso reúne no Rio pesquisadores de 59 países para debater controle e tratamento de doenças negligenciadas

HELOISA ARUTH STURM/ RIO, O Estado de S.Paulo

24 de setembro de 2012 | 03h00

Cientistas de 59 países discutem a partir de hoje, no Rio de Janeiro, novas formas de combate a 17 tipos de doenças que atingem um em cada sete habitantes do planeta e matam 534 mil pessoas em todo o mundo a cada ano. As chamadas doenças tropicais negligenciadas, como malária, esquistossomose, doença de Chagas e dengue, serão o tema do XVIII Congresso Internacional de Medicina Tropical e Malária, que vai até quinta.

A escolha do Brasil para sediar o evento não é por acaso. Embora o País detenha apenas 3% da produção científica mundial, é responsável por 20% de todos os artigos sobre medicina tropical.

"Vamos discutir técnicas de controle das doenças em diferentes países e trocar experiências e resultados", afirma o pesquisador José Rodrigues Coura, chefe do Laboratório de Doenças Parasitárias do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz)e presidente do simpósio.

Um dos focos do encontro será o desenvolvimento de vacinas contra malária, leptospirose e dengue. Também serão apresentados novos tratamentos e diagnósticos para essas doenças que, por atingirem regiões pobres, não atraem o interesse econômico da indústria farmacêutica. Um estudo da organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) concluiu que apenas 18 dos 1.556 remédios desenvolvidos entre 1975 e 2004 destinavam-se às doenças tropicais.

Entre os participantes, estarão representantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do Ministério da Saúde.

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