Cientistas encontram gene que permite comer sem engordar

Segundo os pesquisadores, o gene aumenta ou diminui a intensidade com que o corpo acumula gordura

04 de setembro de 2007 | 16h20

Pesquisadores do Centro Médico Sudoeste da Universidade do Texas (EUA) descobriram que um único gene pode determinar se as pessoas irão ou não acumular gordura, descoberta que, segundo nota da universidade, poderá indicar novos caminhos para o tratamento da obesidade e diabete.   "De minhocas a mamíferos, o gene controla formação de gordura", afirma o principal autor do trabalho que descreve a descoberta, Jonathan Graff. O artigo será publicado na edição desta quarta-feira do periódico especializado Cell Metabolism.   O gene, chamado adipose, foi descoberto em moscas gordas há mais de 50 anos, mas era pouco conhecido. Seu mecanismo de atuação era desconhecido, bem como seu possível papel na atuação de outros genes.   No estudo mais recente, os pesquisadores da Universidade do Texas examinaram como o adipose age estudando moscas, o verme C. elegans, culturas de células  e ratos tarnsgênicos. Valendo-se de diversos métodos, eles manipularam o adipose em vários animais, ativando-o ou desativando-o em diferentes fases da vida.   Descobriu-se que o gene, que também existe no corpo humano, age como um disjuntor geral para gordura, dizendo ao organismo quando acumulá-la ou queimá-la.   Os pesquisadores acreditam que o gene "sensível à dosagem" - isto é, várias combinações de versões do adipose levam a um espectro de tipos físicos, do magro ao obeso.   "Isso é uma boa notícia, porque parece funcionar como um controle de volume, não como um interruptor: pode aumentar ou diminuir, em vez de só ligar ou desligar", disse Graff.   Drogas para atuar nesse sistema poderão ser desenvolvidas ao longo dos próximos anos, acredita ele.   Ratos   Em outro trabalho publicado na mesma revista, uma equipe da Universidade Estadual de Pensilvânia descreve como a ausência de um gene permite que ratos de laboratório comam à vontade sem engordar: os animais desenvolvem um ciclo bioquímico inútil em seus organismos, construindo e destruindo proteínas de que o corpo não precisa, processo que queima gordura.

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