Cientistas veem mancha de plástico no Atlântico

Manifestantes da ONG Greenpeace se vestem de orangotango para protestar contra a multinacional Nestlé, na Suíça. A empresa é acusada de comprar óleo de palma de áreas desmatadas, dizimando os primatas.

, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2010 | 00h00

Pesquisadores advertem para mais um problema nos mares: uma mancha de plásticos que se espalha por uma ampla área remota do Oceano Atlântico. O lixo flutuante - difícil de se ver da superfície - foi observado por cientistas que viajaram entre o Caribe e os Açores.

Os estudos descrevem uma sopa de micropartículas semelhante à Grande Mancha de Lixo do Pacífico, fenômeno descoberto há uma década entre o Havaí e a Califórnia.

"Achamos a grande mancha de lixo do Atlântico", disse Anna Cummins, que recolheu amostras de plástico durante viagem de veleiro, em fevereiro. Os dejetos são perigosos para peixes, mamíferos marinhos e humanos - embora a maior parte do plástico tenha se quebrado em partículas tão pequenas que são quase invisíveis a olho nu. Para ambientalistas, a saída é impedir que mais plásticos cheguem aos mares e reforçar a crítica à cultura do descartável.

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