Cinco são presos por divulgarem 'Marcha da Maconha' no Rio

Eles estavam com 1,7 mil panfletos da passeata pela legalização da droga e foram autuados por apologia ao crime

Pedro Dantas, de O Estado de S. Paulo,

21 Abril 2008 | 17h32

Cinco jovens, que distribuíam panfletos da "Marcha da Maconha", passeata pela legalização da droga que será realizada no próximo dia 4, no Arpoador, zona sul do Rio, foram presos e autuados por apologia ao crime na madrugada desta segunda-feira, 21, em Laranjeiras, também na zona sul. De acordo com a polícia, o grupo foi abordado por policiais do 2º Batalhão de Polícia Militar de Botafogo em frente à casa noturna Casa Rosa, na Rua Alice, quando preparavam uma panfletagem no local.   Eles foram levados para a 6ª Delegacia de Polícia da Cidade Nova onde a polícia apreendeu 1.700 panfletos e as quatro camisas promocionais da passeata que os ativistas usavam, inclusive a da única mulher do grupo Alessandra Brum, de 32 anos, que recebeu uma camisa da polícia. Além dela, foram presos Renato Cinco de 33 anos, Raoni Ferreira, de 28 anos, William Filho, 32, Flávio Ferreira, de 24.   "Se a polícia adotar esta lógica, deverá prender também as pessoas que se manifestam a favor da pena de morte. Temos a convicção que não estamos fazendo apologia às drogas ou ao tráfico, mas sim exercendo nosso direito constitucional promovendo uma manifestação para esclarecer as pessoas sobre a legalização da maconha", disse o ativista Renato Cinco.   Segundo ele, os organizadores vão se reunir nesta terça-feira, 22, para estudar medidas legais para garantir a realização da Marcha da Maconha. O grupo concentra a divulgação do evento em redutos boêmios da cidade. No dia da prisão, eles planejavam distribuir os panfletos em bares da Gávea, na zona sul, e da Lapa, no centro.   Os jovens foram liberados após a autuação, mas devem prestar novo depoimento. Se condenados, os ativistas podem cumprir pena de três a seis meses de prisão ou pagar multa. Nenhuma autoridade da 6ª Delegacia de Polícia, onde funcionou a central de inquéritos durante o feriado, foi encontrada para comentar o caso.

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