Cinco soldados estrangeiros são mortos no Afeganistão

Três americanos estavam entre os cinco soldados estrangeiros mortos no Afeganistão no domingo. As mortes foram as mais recentes em uma escalada de violência que ameaça eclipsar a eleição de 20 de agosto, vista como um teste para Washington e Cabul após oito anos de guerra.

PAUL TAIT, REUTERS

02 Agosto 2009 | 12h08

O Talibã prometeu atrapalhar a eleição e conclamou os afegãos a boicotar a segunda escolha direta para presidente desde que o grupo islâmico foi derrubado em 2001.

Um comunicado das forças de coalizão lideradas pela Otan informou que uma patrulha foi atingida por uma bomba na beira de uma estrada no leste do país e em seguida atacada com armas de fogo leves. Os três soldados foram mortos durante o tiroteio com insurgentes não-identificados, disse a Otan.

A porta-voz das forças armadas norte-americanas, tenente comandante Christine Sidenstricker, identificou os três como norte-americanos. Nenhum outro detalhe foi divulgado.

A Força Internacional de Assistência de Segurança no Afeganistão também declarou no domingo que dois soldados foram mortos quando sua patrulha foi atingida por duas bombas de beira de estrada no conturbado sul do país.

Sidenstricker disse que os dois não eram norte-americanos.

Até o momento, agosto segue a tendência sanguinária de julho, quando nove soldados estrangeiros foram mortos nos dois primeiros dias do mês. Mais três soldados norte-americanos e um francês foram mortos no sábado.

Pelo menos 71 soldados estrangeiros foram mortos em julho, incluindo 41 norte-americanos, número muito acima do pico de 26 mortos em setembro de 2008, e 22 soldados britânicos.

A Onu disse na sexta-feira que 1.013 civis foram mortos entre janeiro e junho deste ano, acima dos 818 mortos no mesmo período do ano passado.

O Talibã e outros insurgentes foram responsáveis por 59 por cento das mortes civis, segundo um relatório de direitos humanos da ONU.

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