Henrique Santos/Divulgação
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Citricultores gastam US$ 532 mi para controlar pragas e doenças

Levantamento levou em conta gastos com manejo do pomar, perdas de produção e erradicações de plantas

Gustavo Porto, O Estado de S.Paulo

10 Junho 2009 | 03h01

Estimativa considerada conservadora do Fundo de Defesa da Citricultura (Fundecitrus) mostra que as doenças mais comuns no parque comercial citrícola brasileiro custam US$ 532 milhões por ano aos produtores. O valor corresponde a cerca de 15% dos mais de US$ 3 bilhões que a cadeia de laranja movimenta no País, segundo dados do Centro de Conhecimento em Agronegócios da Universidade de São Paulo, do Programa de Estudos dos Negócios do Sistema Agroindustrial (Pensa/USP).

O presidente do Fundecitrus, Lourival Monaco, explica que os cálculos do levantamento levam em conta todos os gastos do citricultor com o manejo das plantas, as perdas de produção advindas das pragas e doenças, além das erradicações realizadas nos pomares no ano passado.

BACTÉRIAS E PRAGAS

Foram incluídas na avaliação as três principais doenças bacterianas da citricultura - clorose variegada dos citros (CVC), greening e cancro cítrico -, além de outras três pragas comuns nos pomares: leprose, pinta preta e estrelinha.

De acordo com o levantamento do Fundecitrus, a poda e erradicação de árvores contaminadas, a redução da produtividade decorrente da severidade de algumas doenças, as vistorias necessárias nos pomares para detectar doenças e o investimento em inseticidas para o controle das doenças bacterianas custaram ao produtor US$ 352 milhões no ano passado.

Outros US$ 100 milhões foram gastos com o controle da pinta preta e da estrelinha e, ainda, US$ 80 milhões com a leprose.

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