CitrusBR prevê aumento de estoques de suco do Brasil

Após colher uma grande safra de laranja, o Brasil terminará a temporada 2011/12 com estoques finais maiores de suco, em uma recuperação após os baixos níveis do período anterior, estimou nesta segunda-feira a CitrusBR, a associação dos exportadores.

REUTERS

19 Março 2012 | 18h18

Os estoques comercializáveis de suco de laranja do Brasil no mundo somarão 224 mil toneladas em 30 de junho, aumento de 4,7 por cento em relação ao mesmo período do ano anterior, quando baixaram ao menor nível em quatro anos.

A safra de laranja do Estado de São Paulo, grande produtor da fruta do país, atingiu 377,1 milhões de caixas de 40,8 kg, alta de 17 por cento ante o período anterior. O Brasil é o maior produtor global de suco de laranja.

Mas os volumes de estoques a partir da segunda metade do ano deverão ser ainda maiores do que os projetados, admitiu o presidente-executivo da CitrusBr, Christian Lohbauer, em entrevista nesta segunda-feira.

Isso porque a partir de julho parte dos estoques de suco que foram dados como garantia do financiamento da LEC (Linha Especial de Crédito) poderão ser liberados.

O setor de suco de laranja do Brasil, que responde por cerca de 80 por cento do comércio global, contou pela primeira vez na safra atual com uma linha de crédito especial do governo brasileiro para refazer seus estoques, desde que garantindo o pagamento de um preço mínimo ao produtor da fruta.

Os estoques em penhor para a LEC somam 311 mil toneladas.

"Dois terços (dos estoques do LEC) tem que segurar até o final do ano de 2012. Um terço, até meados do ano", disse o executivo ao ser questionado sobre a data em que os estoques da LEC poderiam ser liberados.

Ou seja, os estoques da safra 11/12, entre volumes comercializáveis e os volumes do LEC, deverão somar cerca de 320 mil toneladas, cerca de 100 mil a mais na comparação com a previsão dos estoques comercializáveis.

Segundo o executivo, a safra 11/12 terminou de ser processada em meados de fevereiro. Ele não quis dar uma estimativa para a nova temporada.

Sobre preços, afirmou que as cotações no mercado internacional dependerão de uma série de fatores, como o tamanho da safra brasileira, se o governo fará o programa de LEC novamente, entre outros fatores.

(Reportagem de Roberto Samora)

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