Claudio Botelho recorre à memórias da infância para a montagem de seu 30º espetáculo

Como foi o processo de adaptação? Espetáculos que faço com muito prazer, como esse, que passei a vida inteira cantarolando, são mais fáceis. Levei dois meses para concluir. Parece que pelo fato de ser muito íntimo, a versão já existe no subconsciente. Algumas coisas foram complicadas, como um número que tem na peça e não tem no filme, o 'The Jitterbug', uma dança de época. Optamos por transformar num bicho, o Besourão, que pica as pessoas e as faz dançar.

O Estado de S.Paulo

22 de fevereiro de 2013 | 02h11

Onde buscaram registros para produzir esta cena? Estamos montando a obra recuperada pela Royal Shakespeare Company, que é uma versão completa de tudo que foi escrito para o filme, mas acabou descartado. Os registros foram recuperados e criaram o número. Outra coisa que tem é uma reprise de 'Over the Rainbow', no segundo ato, que a Judy Garland gravou só no piano e não há no filme, mas temos aqui.

Por que não fizeram a Bruxa Má do Oeste cantar? Preferimos manter como no original, mas fizemos o Mágico cantar. Peguei uma canção, que era da bruxa boa, e escrevi uma nova letra. Queria que o Miele cantasse.

Com o boom de musicais, como tem sido a disputa por teatro e público? Estamos aprendendo com a vida real. É matar um leão por dia. Quem mandou inventar? Quando começamos, não era um mercado lucrativo.

Quais musicais estão por vir? 'Como vencer na vida sem fazer força', 'Dancing Days' e 'Kiss Me Kate'. Para 2014, 'Cidade de Deus'.

Tem planos para adaptar 'Wicked'? É um espetáculo muito caro para fazer no Brasil. Precisaria de 10 sessões por semana a R$ 500. Ainda é inviável.

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