Clima garante pasto de boa qualidade

Alta umidade também contribui para boa produtividade da cana, morango, mandioca e cereais de inverno

Fábio Marin, O Estado de S.Paulo

30 de abril de 2008 | 02h20

O período foi marcado por chuvas esparsas, com baixos volumes em Piracicaba, Presidente Prudente e Taquarivaí, e chuvas acima de 40 milímetros em Guaratinguetá, Iguape, Ilha Solteira, São José do Rio Pardo e Votuporanga. A temperatura manteve a tendência de queda típica do outono, com máximas entre 28 e 30 graus e mínimas oscilando entre 15 e 18 graus.As reservas de água no solo continuam elevadas em todo o Estado para esta época do ano, com cerca de 70% da capacidade máxima de retenção em Piracicaba - menor valor dentre as localidades monitoradas. A chuva bem distribuída e a leve redução nas taxas de evapotranspiração são responsáveis pela manutenção da umidade do solo em níveis elevados.Esta condição vem favorecendo as pastagens da região oeste e do Vale do Paraíba. Apesar da redução nas taxas de crescimento das gramíneas decorrente da queda na temperatura e do comprimento do dia, o suprimento hídrico adequado tem mantido a qualidade do pasto e reduzido os custos com a alimentação do gado.A cana que será colhida entre agosto e outubro em Piracicaba, Jaú, Ribeirão Preto e Araçatuba também tem sido favorecida pela alta umidade no solo, mantendo a expectativa por bons níveis de produtividade no fim da safra, especialmente nos talhões com solos de textura média e argilosa.O tempo também tem favorecido as lavouras de mandioca de Engenheiro Coelho e Presidente Prudente; as áreas de produção de morango em Jarinu, Atibaia e Jundiaí e as lavouras de trigo, aveia e cevada de Cândido Mota, Itapetininga e Itapeva.Neste ano, a chuva também tem beneficiado os pomares de laranja de Limeira, Matão, Itápolis e Aguaí, mas os problemas na florada no ano passado devem comprometer a safra atual. A colheita das variedades precoces já começou.A chuva também não causou maiores dificuldades para o fim da colheita das lavouras de soja e milho em Miguelópolis, Barretos, Guaíra e Promissão; de amendoim em Jaboticabal e para a extração do látex em São José do Rio Preto e Votuporanga.Tratamentos fitossanitários, capinas e adubações foram realizados com boa eficiência nas lavouras de tomate de Sumaré, Elias Fausto e Ribeirão Branco; nas lavouras de batata de Taquarituba, São Miguel Arcanjo e Itaí; nos bananais de Iguape, Juquiá e Registro e nos campos de produção de flores de Holambra e Mogi das Cruzes,onde a safra deve ter altos níveis de qualidade.*Fábio Marin é pesquisador da Embrapa Informática Agropecuária. Para mais informações sobre tempo e clima no Brasil, acessewww.agritempo.gov.br

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