Clínica condiciona eutanásia de italiana a apoio das autoridades

Governador da região se recusou a falar sobre compartilhar a responsabilidades no caso de Eluana Englaro

Efe

18 Dezembro 2008 | 18h08

A clínica Città di Udine, no nordeste da Itália, confirmou nesta quinta-feira, 18, sua disposição de desligar os aparelhos de Eluana Englaro, em estado de coma vegetativo desde 1992, mas condicionou isso a que as autoridades regionais compartilhem a responsabilidade.   Veja também: Clínica italiana continua disposta a realizar eutanásia de Eluana Ministério da Saúde italiano proíbe eutanásia de Eluana Englaro Italiana em coma pode ser transferida para realizar eutanásia Líder de Toscana pede que clínicas façam eutanásia de Eluana Hospitais se negam a fazer eutanásia autorizada na Itália Eutanásia de mulher que vegeta há 17 anos divide Itália   Assim anunciou nesta quinta-feira, 18, o executivo-chefe do centro médico, Claudio Riccobon, que deu uma coletiva de imprensa na cidade de Udine, que fica na mesma região onde nasceu o pai de Eluana, Giuseppe Englaro.   O governador da região de Friuli Venezia Giulia, onde fica a cidade, Renzo Tondo, recusou nesta quinta-feira, 18, se pronunciar sobre o pedido do chefe da clínica de compartilhar responsabilidades, embora há poucos dias tenha dito que o caso da jovem é um assunto entre duas partes privadas.   "Recebemos de um ministro da República intimidações que tentaram afetar à empresa em seu interesse vital, chegando a ameaçar a suspensão da atividade de credenciamento", assegurou Riccobon.   "A Itália é verdadeiramente um país estranho e à deriva", frisou Riccobon, que acrescentou que a posição de sua clínica é a de "uma estrutura sanitária que, de forma voluntária e gratuita, está disposta a aplicar um decreto judicial".   As palavras do executivo-chefe da clínica se referem à circular que o ministro da Saúde da Itália, Roberto Sacconi, enviou na terça-feira passada aos estabelecimentos médicos do país proibindo a desconexão da sonda que mantém Eluana viva.

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