Clonagem é opção para fazer reserva genética

A clonagem é o mais novo investimento tecnológico dos neloristas de elite. A primeira venda de um clone da raça foi feita em novembro de 2006. O criador Felipe Picciani vendeu metade do clone da Bilara 7, hoje com 15 meses, por R$ 1 milhão. ''''A clonagem não vai se popularizar. É muito caro, custa até 30 vezes o custo da transferência de embriões. Tem de ser de animais diferenciados, que tenham as características da raça bem desenvolvidas.''''Como é o caso de Bilara 7, que foi uma grande campeã de pista. Seus filhos, filhas e netos também foram campeões. Mas o animal vai fazer 15 anos e os índices reprodutivos estão menores. ''''No caso de machos, pode-se fazer um banco genético a partir do sêmen. Nas fêmeas, não. Se ela morrer, você perde todo esse material genético melhorado.'''' A clonagem, diz, funciona apenas como reserva genética.REDUÇÃO DE CUSTOSMas a técnica tem suas vantagens. ''''No caso dos machos, pode reduzir o custo de sêmen de animais de elite'''', diz Luiz Humberto Borges, da Fazenda Nova Índia. A dose de sêmen do touro Jero FIV do Brumado, um dos reprodutores de seu plantel, custa R$ 70. ''''Um clone de um touro de elite pode ajudar a aumentar a produção de sêmen, tornando-o mais acessível a outros criadores. Diminuir o custo para chegar no comercial seria ideal.''''O problema é que a técnica ainda não é regulamentada no País. ''''Não há legislação, então não podemos registrar esses animais'''', diz Borges. Picciani, porém, acredita que a prática será regulamentada em breve. ''''O Ministério da Agricultura já reconhece a importação de sêmen de reprodutores clonados.''''

O Estado de S.Paulo

26 de setembro de 2007 | 02h32

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