CME Group quer recursos de clientes mantidos nas clearinghouses

O CME Group, maior operador de mercados futuros norte-americanos, quer que os recursos de seus clientes sejam mantidos nas câmaras de compensação (clearinghouses) ou em outros depositários para afastá-los de corretores, nas mãos dos quais poderiam ser mal utilizados.

ANN SA, Reuters

23 de julho de 2012 | 17h17

O colapso do MF Global no ano passado e a implosão da corretora de futuros de menor porte Peregrine Financial Group, neste mês, gerou um prejuízo estimado de 1,8 bilhão de dólares a clientes, prejudicando a confiança no mercado.

"Estamos explorando um modelo em que clearings ou outros depositários administram todos os fundos segregados de clientes", disse o CME a clientes numa carta nesta segunda-feira.

Os episódios do MF Global e do Peregrine deram origem a uma série de mudanças nas regulações de mercados futuros para impedir o mal uso futuro de recursos de clientes. Entre elas, exige-se de corretores que façam mais relatórios sobre o dinheiro de clientes que administram e estejam sujeitos a inspeções.

Culpando "transgressões administrativas" pelo mal uso de recursos de clientes em ambas as instituições, o CME disse que manter o dinheiro de clientes para câmaras de compensações pode fornecer maior proteção.

"Não proteger os recursos de clientes é uma quebra de confiança tão fundamental que, sem dúvida, o atual sistema, em que eles são mantidos em nível de empresa precisa ser reavaliado", disse.

O CME se recusou a oferecer mais comentários.

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