CNBB reforça pressão por projeto da ficha limpa

O secretário-geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Dimas Lara Barbosa, afirmou ontem que será uma "catástrofe" para o Congresso se não for aprovado o projeto da ficha limpa. A proposta veta a participação nas eleições de candidatos que tiverem condenações na Justiça em primeira instância, os chamados "fichas-sujas". Mas o Congresso resiste a aprovar um texto que poderia tornar inelegível boa parte dos atuais parlamentares.

Marcelo de Moraes, BRASÍLIA, O Estadao de S.Paulo

10 Dezembro 2009 | 00h00

Ontem, d. Dimas e outros representantes da sociedade civil entregaram ao presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), mais 200 mil assinaturas de pessoas que apoiam a proposta. O documento já obteve o endosso de 1,5 milhão de pessoas. Apesar disso, os defensores do projeto ouviram de Temer que o texto somente terá chance de ser colocado em discussão na Casa a partir de fevereiro de 2010, no início do próximo ano legislativo.

Segundo Temer, os líderes partidários não querem pôr essa discussão em pauta neste momento, priorizando projetos como os que regulamentam a legislação de exploração de petróleo na camada do pré-sal. "Em face dos compromissos aqui assumidos, com várias prioridades, nós vamos deixar isso para fevereiro. Portanto, logo depois do recesso", afirmou.

CLAMOR

D. Dimas lamentou que o texto não possa ser votado imediatamente pelo Congresso, mas lembrou que a entrega de mais assinaturas demonstra a pressão da opinião pública a favor do assunto. "Lamentamos sim, sem dúvida. E o que viemos fazer aqui, trazendo mais 200 mil assinaturas, é mostrar que o clamor do povo continua falando alto nas ruas e vai continuar até que nossos representantes se dignem a pelo menos começar a discutir o projeto", disse.

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