CNBB vai pedir que STF proíba pesquisa com embriões

A Igreja Católica vai insistir até o fim em sua oposição às pesquisas com células-tronco embrionárias. ?Defendemos a vida desde o momento da fecundação até o seu término e esperamos que os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) proíbam pesquisas que atentam contra isso?, disse o arcebispo de Belo Horizonte, d. Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Comissão Episcopal Pastoral para a Doutrina da Fé.Reunidos na 46ª Assembléia-Geral de Itaici, no município de Indaiatuba (SP), os bispos divulgarão até sexta-feira uma declaração oficial em defesa da vida com seus argumentos e explicações contra as pesquisas com células embrionárias. ?Não somos contra o avanço da ciência, mas defendemos o ser humano em todas as fases de sua existência?, insistiu d. Walmor. O julgamento da ação no Supremo começou no mês passado, mais de dois anos depois que as pesquisas foram contestadas no STF pelo ex-procurador-geral da República Cláudio Fonteles. O ministro Carlos Ayres Britto, que relatou a ação, votou pela liberação das pesquisas. Em seguida, Menezes Direito pediu o adiamento da sessão sob o argumento de que precisava estudar a fundo o caso. Regimentalmente, ele tem até 30 dias para devolver o processo e, assim, o julgamento prossiga. Mas não há sanção para quem descumpre o prazo. É comum que esse período não seja cumprido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

AE, Agencia Estado

09 de abril de 2008 | 09h44

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