CNI vê expansão de volta no 2o tri, mas retração de 0,4% no ano

A economia brasileira voltará a se expandir já neste segundo trimestre, mas a resistência da demanda interna "não será suficiente para assegurar o retorno rápido a um ritmo forte de crescimento", avaliou nesta quinta-feira a Confederação Nacional da Indústria (CNI).

REUTERS

25 de junho de 2009 | 15h58

Para o grupo, o Produto Interno Bruto (PIB) deve crescer 1,4 por cento de abril a junho frente ao trimestre imediatamente anterior, ainda com queda de 1,0 por cento em relação a 2008. No ano, a CNI espera retração de 0,4 por cento, desempenho pior que a estabilidade projetada em março.

A expectativa é de que a indústria tenha retração de 3,5 por cento (projeção anterior de queda de 2,8 por cento). A formação bruta de capital fixo --uma medida dos investimentos-- deve recuar 9 por cento (anterior -4,4 por cento), enquanto o consumo das famílias deve subir 0,7 por cento (anterior -0,9 por cento).

"A queda expressiva do investimento e das exportações é a principal razão para o recuo do PIB e se constituem em pontos de preocupação, pela sua importância para a consolidação da recuperação", apontou a CNI em nota.

A entidade cortou sua projeção para as exportações e as importações deste ano, para 151,5 bilhões e 130 bilhões de dólares, respectivamente.

Mais conteúdo sobre:
MACROCNI*

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.