CNS defende fim do contingenciamento de recursos

O contingenciamento de recursos para programas da área de saúde deveria ser abolido no País, uma vez que interrompe serviços e ações para prevenção de doenças, na avaliação da coordenadora da Comissão de Orçamento do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Ana Cristina Brasil. Conforme a coordenadora, os R$ 5,7 bilhões contingenciados no início do ano - de um total para a área de R$ 40,638 bilhões previsto no Orçamento Geral da União (OGU) - afetaram programas de prevenção a doenças, como atenção básica, pesquisa em saúde, comunicação e informação. A assessoria de imprensa do Ministério da Saúde, por sua vez, informou que o bloqueio não afetou nenhum programa.De acordo com Ana Cristina, o País deve, ainda, investir mais na área de atenção especializada e no âmbito da tabela de procedimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). Segundo ela, os procedimentos na área de fisioterapia, por exemplo, custam R$ 2,36 e a revisão de valores como esse poderia também evitar a greve de médicos conveniados ao SUS. Nos últimos meses, cirurgiões cardiovasculares e cardiologistas de Estados do Nordeste paralisaram as atividades para reivindicar aumento dos preços estabelecidos na tabela. As informações são da Agência Brasil.

EQUIPE AE, Agencia Estado

02 de setembro de 2007 | 20h38

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