Cobertura a campo ainda predomina em gado de corte

Mesmo em rebanhos que vendem só reprodutores e matrizes, animais reproduzem-se em piquetes, no pasto

O Estado de S.Paulo

10 de outubro de 2007 | 02h42

Na estação de monta, utiliza-se inseminação artificial ou monta a campo? O agrônomo Carlos Eduardo Antunes de Oliveira, gerente de Pecuária de uma fazenda criadora de nelore em Uberaba (MG), responde: "Depende do caso. Quando uma fazenda é menor e mais tecnificada, inseminar artificialmente pode ser mais viável", diz. "Mas em criações maiores, no regime extensivo, a monta natural predomina, sejam rebanhos comerciais ou de reprodutores e matrizes."Isso porque, segundo Oliveira, a inseminação artificial, para rebanhos grandes, perde em eficiência. "Conseguimos, com o uso de inseminação, 75% de eficiência de cobertura", diz Oliveira. "Com a monta a campo, a eficiência do touro é de 85%", diz.Em Uberaba, a propriedade, que comercializa touros e matrizes, mantém um rebanho de 3.700 cabeças, sendo 1.600 matrizes em reprodução e 50 touros. Nesta estação de monta, 40% das vacas serão inseminadas artificialmente e o restante passará pela monta natural. "As vacas inseminadas também passarão pela monta natural, para termos mais garantia de prenhez.""A monta natural, a campo, ainda predomina, em se tratando de gado de corte", acrescenta o criador Gabriel Luiz Seraphico Peixoto da Silva. "A inseminação artificial é mais utilizada na pecuária de leite. Na pecuária de corte, ainda está limitada aos rebanhos dos selecionadores." Oliveira completa: "A inseminação exige muita técnica, desde a higiene pessoal do vaqueiro, passando pelo seu treinamento, até a disponibilidade, na região, de empresas que abasteçam os botijões do sêmen com nitrogênio líquido", continua. "Por isso, é mais restrita ainda aos rebanhos de elite, no caso de gado de corte."

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