Codelco compra parte de ativos da Anglo no Chile e encerra disputa--fontes

A Codelco , maior produtora de cobre do mundo, vai pagar menos de 1,8 bilhão de dólares por uma parte dos ativos da mineradora global Anglo American no Chile, o que deve pôr fim nesta quinta-feira à briga entre as mineradoras, disseram fontes.

Reuters

23 de agosto de 2012 | 09h29

Anglo e Codelco devem pedir nesta quinta-feira em Santiago o arquivamento do processo em que durante meses disputaram valiosos ativos de cobre.

O acordo vem à tona antes de sexta-feira, quando acaba o período de negociação entre as mineradoas.

Entre os ativos que esse acordo engloba está a Los Bronces, mina de cobre da Anglo que teria capacidade de produzir 490 mil toneladas por ano e pode se tornar a quinta maior do mundo.

A Codelco estaria comprando com desconto a participação na Anglo American Sur. A mineradora estatal tinha avaliado os 24,5 por cento em quase 3 bilhões de dólares, enquanto a trading japonesa Mitsubishi pagou 5,39 bilhões de dólares por igual participação.

A estatal chilena está pagando nessa aquisição "menos de 30 por cento do preço de mercado", segundo uma fonte. O valor final dependerá de uma série de variáveis.

Em outubro do ano passado, a Codelco tinha dito que exerceria a opção de comprar 49 por cento da Anglo Sur quando acabasse o período de impedimento, em janeiro de 2012.

A mineradora garantiu uma linha de crédito de 6,75 bilhões de dólares do grupo japonês Mitsui para exercer essa opção com o direito de pagar parte desse empréstimo por meio da venda de uma participação indireta de metade das ações compradas.

No entanto, semanas depois a Anglo frustrou os planos da Codelco ao vender 24,5 por cento na Anglo Sur à trading Mitsubishi.

Segundo fontes, por esse negócio a trading cederá ao Mitsui 5 por cento dos 24,5 por cento. A Anglo repassaria à Codelco ativos no valor de 400 milhões de dólares.

A Anglo ficará com 51 por cento da Anglo Sur.

"Até o momento, não se decidiu nada sobre nossa companhia", disse um porta-voz do Mitsui. O representante da trading Mitsubishi não quis comentar o asssunto.

(Por Erik Lopez, Fabian Cambero, Antonio de la Jara e Alexandra Ulmer)

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