Coisas que eu queria saber aos 21

''Pude ser o empresário de minha carreira"

, O Estado de S.Paulo

30 de novembro de 2010 | 00h00

Paulo Bonfá, de 38 anos, apresentador de rádio e TV

''Não cresci querendo ser artista ou comunicador. Isso aconteceu. Sou formado em Administração pela Fundação Getulio Vargas e em Economia pela USP. E o que isso tem a ver com ser apresentador de rádio e TV?

Vamos voltar no tempo. Estudei no Colégio Santa Cruz e, aos 14 anos, meu hobby era gravar fitas cassete falando bobagens. Era uma coisa totalmente amadora e eu não achava que esse negócio de ser apresentador poderia virar profissão.

Na hora de escolher a carreira, eu não tinha certeza do que queria. Meu pai, engenheiro eletricista, me apresentou a amigos de diferentes profissões. Dessas conversas, escolhi Administração. Entrei na FGV em 1990 e, depois, escolhi Economia na USP. Estudava de manhã e à noite e estagiava à tarde, numa construtora.

No meu 1º ano na USP, o Marco Bianchi, que foi meu colega no Santa e estudava na ECA-USP, me chamou para gravar uma fita para um trabalho do curso, como as que a gente fazia na escola. O professor não só adorou, mas mostrou a gravação ao diretor da USP FM, que nos convidou para apresentar um programa na rádio. Ficamos quatro anos lá, com um programinha semanal.

Continuei fazendo Administração e levando Economia. Fui trainee numa multinacional e trabalhei num banco. Depois, fiz especialização em Marketing pela San Diego State University.

E, como fui contratado por uma rádio comercial, aos 27 anos decidi fazer MBA em Comunicação na ESPM. Queria entender melhor a parte teórica da coisa.

Não que minha formação anterior tenha sido um desperdício. Criei um método de trabalho baseado em teorias da Administração, de organizar tempo e fluxo de tarefas.

Por conta dessa formação, sou um pouco ansioso. Quero saber como será o amanhã, a próxima semana, como serão os próximos cinco anos. É minha curiosidade existencial. Mas sei que não tem resposta. O segredo é seguir fazendo, seguir vivendo."

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