Colheita de soja no país avança e se aproxima da metade do total

O tempo mais seco no Centro-Oeste permitiu o avanço da colheita de soja na última semana e elevou o índice do total colhido no Brasil na temporada 2012/13 para quase metade da área total, apontaram consultorias nesta segunda-feira.

Reuters

11 de março de 2013 | 14h24

A colheita já foi realizada em 46 por cento das áreas cultivadas, segundo a AgRural, crescimento de 10 pontos percentuais ante a semana anterior, e já igualando a média da última temporada.

Numa estimativa semelhante, a consultoria Clarivi apontou avanço da colheita para 46,4 por cento da área plantada, contra 37 por cento uma semana antes, e 43,7 por cento na primeira semana de março de 2012.

Em Mato Grosso, o principal Estado produtor, a colheita já atinge 75 por cento da área, segundo a AgRural, e 73,4 por cento segundo a Clarivi, com a parada das chuvas em meados de fevereiro.

"Em Mato Grosso do Sul, a colheita saltou de 59 por cento para 85 por cento em uma semana, deixando o Estado bem à frente dos 68 por cento de um ano atrás", disse a AgRural, em relatório.

No Paraná, segundo maior produtor do Brasil, a colheita já atingiu cerca de metade da área cultivada, segundo as consultorias.

"Os últimos sete dias foram de tempo mais seco em boa parte do Estado, com exceção do oeste e do extremo nordeste, onde as chuvas vieram acima do normal", disse a AgRural, sobre a colheita paranaense.

Já no Rio Grande do Sul, outro importante Estado produtor, a colheita está ainda no começo, tendo avançado para 2 por cento da área na última semana.

"Esta semana as chuvas vão seguir em forma de pancadas, então não teremos grandes problemas no Centro-Oeste", disse o agrometeorologista Marco Antônio dos Santos, da Somar Meteorologia.

Enquanto isso, no Sul do país, uma frente fria está se formando, com muitas chuvas no início da semana, provocando uma parada de todas as atividades de campo a partir da tarde desta segunda-feira, acrescentou Santos.

PORTOS

Para Santos e Paranaguá, os dois principais portos de embarque de grãos, onde há registro de longas filas de navios, a previsão é de algumas chuvas.

"Amanhã em Paranaguá, quarta-feira em Santos. Isto deve afetar um pouco os transportes, o carregamento de grãos e vai atrasar ainda mais", salientou o agrometeorologista, lembrando que os embarques são interrompidos em caso de chuva, para não elevar a umidade dos grãos no porão dos navios.

(Por Gustavo Bonato; Reportagem adicional de Carolina Stauffer)

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