Colômbia estabelece prazo para mediação de Chávez com Farc

Governo colombiano espera que busca de acordo tenha resultado até 31 de dezembro

BBC Brasil, BBC

20 de novembro de 2007 | 03h15

O governo colombiano anunciou nesta segunda-feira, 19, que dará prazo até 31 de dezembro para que o processo de mediação realizado pelo presidente da Venezuela, Hugo Chávez, com as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) em busca de um acordo humanitário tenha resultados. "O presidente (da Colômbia, Álvaro) Uribe disse ao presidente Chávez que este processo de mediação deveria ter um limite de tempo, com o que o presidente Chávez concordou. Hoje, o governo acredita que o limite deve ser o mês de dezembro", disse o alto comissário para Paz da Presidência da Colômbia, Luis Carlos Restrepo, em um comunicado. Desde agosto, Chávez vem atuando como mediador entre o governo da Colômbia e as Farc na busca de um acordo humanitário que permita que 45 reféns sejam soltos em troca da libertação de cerca de 500 integrantes do grupo guerrilheiro que estão presos. O comunicado do governo colombiano foi divulgado pouco depois de Chávez ter anunciado, em Paris, que Uribe havia dado permissão para que ele se reúna com o principal comandante das Farc, Manuel Marulanda Vélez, e que o presidente colombiano poderia inclusive estar presente no encontro. Minutos depois das declarações feitas pelo presidente venezuelano em sua visita à França, Restrepo afirmou, no comunicado, que Uribe havia pedido a Chávez que a possibilidade da reunião fosse tratada em segredo, e que o encontro só ocorreria após a libertação de todos os seqüestrados em poder das Farc. "Durante a reunião realizada em Santiado do Chile no último dia 9 de novembro, para ser tratado em segredo como ferramenta de negociação, o presidente Uribe disse ao presidente Chávez que estaria disposto a uma reunião do presidente Chávez com Manuel Marulanda, e que o mesmo presidente Uribe estaria disposto a assistir a esta ou a uma reunião posterior", afirmou Restrepo. "Sempre e quando se houvesse liberado previamente todos os seqüestrados em poder das Farc e a reunião ocorresse no marco de um processo de paz bem-sucedido", disse. O presidente venezuelano chegou a Paris na noite desta segunda-feira. Nesta terça-feira, Chávez deve se reunir com o presidente da França, Nicolas Sarkozy. O principal assunto da reunião entre os dois líderes deverá ser as negociações com as Farc. Entre os reféns em poder do grupo guerrilheiro está a ex-candidata presidencial e senadora Ingrid Betancourt, que tem dupla cidadania colombiana e francesa. Chávez disse que, apesar de ainda não ter recebido provas por parte das Farc, está confiante de que os reféns estão vivos.   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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