Com a lei, publicidade ganha vitrines e fachadas

A atenção para vitrines e para a projetos de construção dos novos prédios comerciais aumentou consideravelmente após a Lei Cidade Limpa entrar em vigor na capital paulista. A coordenadora do núcleo de design da agência B+G Design, Carolina Conn, destaca que os projetos de construção já prevêem as restrições da lei e tentam tirar proveito disso. "Quem tiver mais espaço e planejamento vai se dar melhor, terá mais mobilidade." Regina Monteiro, vice-presidente da Comissão de Proteção à Paisagem Urbana da Prefeitura, ressalta que o que estiver um metro distante da fachada, no interior de uma propriedade, está dentro da lei. É o caso de estabelecimentos, como bancos, que aproveitam as fachadas de vidro para expor logotipos ao público. "É a comunicação visual, é o uso da cor e da iluminação. Quero ver a cidade, e não ler a cidade." Apesar da mudança apontada pelos profissionais na forma de fazer propaganda em São Paulo, Agnelo Pacheco, dono de uma agência de comunicação com seu nome, disse que esperava uma um crescimento maior em mídias até então pouco exploradas. "Esperava que crescesse mais a propaganda em imobiliários urbanos (pontos de ônibus e relógios, por exemplo)", disse. Mas o empresário apontou a internet, a propaganda em jornais e a mídia indoor como os setores que tendem a receber o bolo publicitário que antes era destinado aos outdoors. Apesar, segundo ele, de a mídia externa chegar a ser responsável por R$ 10 milhões da receita anual da empresa, Agnelo Pacheco reconhece que as restrições "limparam a cidade". Agora, ele defende a regulamentação de uma área específica na cidade para a instalação de mídias externas, como uma espécie de Times Square, a famosa região de Nova York com grande concentração de painéis luminosos de propaganda. "São Paulo é uma cidade cosmopolita, com alto potencial de consumo, e não pode ficar sem mídia externa", disse.

MARIANA SEGALA E WLADIMIR D'ANDRADE, Agencia Estado

08 de dezembro de 2007 | 12h08

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