Com crise, subsecretário do Rio fala em adiar trem-bala

Início do Transporte de Alta Velocidade era para começo de 2009, mas pode ser alterado para 2010

Felipe Werneck, O Estado de S.Paulo

04 Novembro 2008 | 18h41

O subsecretário de Transportes do Rio, Delmo Pinho, disse nesta terça-feira, 4, que o projeto do Trem de Alta Velocidade (TAV) Rio-São Paulo "não está inviabilizado, mas pode estar adiado" por causa da crise financeira internacional. "Havia uma previsão para março do edital de licitação, mas não se sabe se isso ocorrerá. Se não acontecer no ano que vem, acredito que vá acontecer em 2010", declarou Pinho, em palestra na Associação Comercial do Rio.   Depois, em entrevista, ele ressalvou que a decisão caberá ao BNDES, responsável pelos estudos técnicos do projeto. "É uma possibilidade. Não sei qual é a visão que o BNDES vai ter disso, mas acredito que o mundo inteiro está se reprogramando. Se por acaso for feita uma readequação de prazo, isso não vai inviabilizar o projeto de maneira nenhuma."   O subsecretário disse que sua análise partiu de "mera expectativa como observador do cenário mundial", e não de contatos com empresas internacionais que haviam declarado interesse na obra antes da crise. "Nenhuma empresa vai se manifestar antes de ter um edital na rua." No discurso, ele relatou que, durante a fase inicial do projeto, "quem fez a melhor apresentação foram os japoneses".   Pinho elogiou o estudo que está sendo feito pelo BNDES. "É um trabalho muito bom, bastante denso e profundo. Existem projetos de TAV em outros países, como a Argentina, e o estudo deles (do BNDES) está muito melhor. Mas não está pronto ainda."   O subsecretário também fez um auto-elogio na Associação Comercial: "O trabalho que a gente encaminhou ao BNDES foi muito elogiado e fomos procurados pelo governo de São Paulo", declarou. "A Secretaria de Transportes Metropolitanos de São Paulo pediu ao Estado do Rio uma cópia do estudo para ver a forma como ele foi conduzido e apresentado e fazer um semelhante." O custo estimado do TAV é de US$ 10 bilhões a US$ 15 bilhões.

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