Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Com dívidas de R$ 8 bi, Ecovix pede recuperação judicial

Empresa possui estaleiros na cidade do Rio Grande,no Rio Grande do Sul, e tem como sócios a construtora Engevix e o fundo de pensão da Caixa

Josette Goulart, O Estado de S.Paulo

16 Dezembro 2016 | 13h58

A Ecovix, empresa do grupo Engevix e da Funcef, acaba de pedir recuperação judicial na Justiça da cidade de Rio Grande, no Rio Grande do Sul. As dívidas da empresa beiram os R$ 8 bilhões. Desde o início da semana, a companhia dava sinais de que precisaria da proteção da Justiça para evitar a falência.

As dificuldades financeiras da empresa estão afetando fortemente a região, que tem a indústria naval como principal atividade. Só dos estaleiros da Ecovix foram demitidos na terça-feira 3,8 mil funcionários. A expectativa é de que as rescisões trabalhistas sejam pagas à vista e também que micro e pequenas empresas recebam integralmente o valor de seus contratos de fornecimento.  

O maior credor da empresa é a Petrobrás com R$ 4 bilhões a receber.  A estatal, no entanto, fechou um acordo para receber oito cascos de navios de produção de petróleo que ainda estavam em construção. Dos credores nacionais, estão também listados o Bradesco com R$ 600 milhões e o Banco do Brasil com R$ 400 milhões.

Os problemas da Ecovix começaram quando a empresa foi arrastada pelas denúncias de corrupção na Operação Lava Jato, há dois anos. A empresa tentou reestruturar sua dívida e até mesmo a vender os estaleiros para algum investidor estrangeiro, sem sucesso. Os sócios japoneses, liderados pela Mitsubishi, deixaram a sociedade no início do ano vendendo sua participação amargando um prejuízo de cerca de US$ 300 milhões que foi o valor pago apenas três anos antes pelo grupo para se tornar sócio do negócio. A Funcef investiu R$ 300 milhões no empreendimento, mas como comprou debêntures da empresa ainda tenta um acerto para tentar virar credora na recuperação judicial.

A companhia está sendo assessorada na recuperação judicial pelo advogado Pedro Bianchi, do escritório Felsberg Associados.

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