Com greve de policiais, 15 fogem de presídio no Maranhão

Policiais civis, agentes penitenciários e peritos criminais decidiram manter paralisação por tempo indeterminado

Solange Spigliatti, do estadao.com.br,

09 Janeiro 2009 | 10h07

Quinze presos fugiram de uma prisão em São Luís, no Maranhão, na madrugada desta sexta-feira, 9. Nenhum dos presos foi recapturado até às 10 horas desta sexta, segundo informações da Secretaria de Segurança do Estado. Também na manhã desta sexta, os policiais civis, agentes penitenciários e peritos criminalistas decidiram manter a greve da categoria por tempo indeterminado, segundo informações do Sindicato dos Policiais Civis (Sinpol) do Maranhão. Os presos da Central de Custódia de Presos de Justiça (CCPJ) de Pedrinhas cavaram um túnel em um dos pavilhões e em seguida saíram pela cozinha da penitenciária. Ainda não há informações sobre feridos ou como os detentos conseguiram cavar o túnel que usaram na fuga. A decisão de manter a greve da categoria foi tomada nesta manhã, após o recebimento da notificação da ordem judicial do Tribunal de Justiça que pedia a suspensão da greve. De acordo com o Sinpol, a interpretação dos advogados do sindicato dão conta que a decisão judicial não entra no mérito de legalidade da greve, já que os grevistas continuam oferecendo os serviços essenciais à população.  Uma assembleia está sendo feita nesta manhã para explicar à categoria a decisão do desembargador Raimundo Cutrim tomada na quarta-feira, 7, que determinou a volta imediata dos policiais, delegados e agentes ao serviço, sob a pena de multa diária de R$ 20 mil a todas as entidades envolvidas ao movimento. Ainda segundo o sindicato, será montado um plantão central funcionando 24 horas para prestar serviços essenciais à população, para que a greve dos funcionários não entre na ilegalidade. A categoria está em greve desde o dia 6, após decisão tomada em assembleia geral, dia 22 de dezembro último, devido ao descumprimento do acordo sobre o Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCS) em negociação com o Governo do Estado no ano passado.

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