Com mata recuperada, água fica mais limpa

Um relatório divulgado nesta semana pelo projeto Água das Florestas aponta o impacto que a restauração de 217 hectares de Áreas de Preservação Permanente (APPs) teve sobre as águas da bacia dos Rios Piracicaba/Capivari/Jundiaí. Em três anos, 13 dos 14 pontos avaliados como ruins deixaram essa condição.

O Estado de S.Paulo

23 de março de 2013 | 02h04

Parceria da Fundação SOS Mata Atlântica com o Instituto Coca-Cola Brasil (ICCB), o projeto elegeu 28 pontos ao longo de 13 propriedades próximas à bacia e, além da restauração, envolveu a comunidade local em um modelo de gestão participativa.

Em 2010, quando a ação foi iniciada, 14 pontos era considerados ruins e os outros 14 eram avaliados como regulares. A medição mais recente, porém, aponta que apenas 1 ponto continua com o indicador ruim, enquanto 25 pontos apresentaram qualidade regular e outros 2 já eram classificados como bons.

As áreas de Ribeirão da Floresta e Ribeirão da Grama, cujos pontos variavam entre ruim e regular, foram as que registraram os melhores resultados. As duas microbacias abastecem diretamente a população da cidade de Salto, cuja demanda urbana é de cerca de 150 mil habitantes/ dia.

Para a coordenadora do programa, Malu Ribeiro, os resultados evidenciam a importância da manutenção de uma maior área de matas ciliares - um dos pontos modificados pelo novo Código Florestal.

Análise. O monitoramento é feito pela coleta de água e o uso de um kit desenvolvido pelo programa. A análise engloba 14 parâmetros físico-químicos, como transparência da água, lixo e odor, classificando a água em cinco níveis: péssimo, ruim, regular, bom e ótimo. / B.D.

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