Com médicos estrangeiros, Tocantins espera dias melhores

O Tocantins recebeu no sábado, 14, 16 médicos cubanos e dois brasileiros do Programa Mais Médicos, que vão trabalhar, a partir do dia 23, em 14 cidades do Estado e num Distrito Sanitário Indígena Especial (DSIE). Nesta semana passam por treinamento e visitam Unidades Básicas de Saúde de Palmas.

CÉLIA BRETAS TAHAN, Agência Estado

15 de setembro de 2013 | 17h17

Os médicos foram recepcionados no aeroporto pela secretária estadual da Saúde, Vanda Paiva, que avaliou a vinda deles como uma forma de diminuir a superlotação na rede de saúde pública. "Quando nós temos médicos na atenção básica, as pessoas conseguem fazer as suas consultas sem ir aos hospitais", disse. Segundo Vanda, se o Estado tiver médico em todas as unidades básicas de saúde, as internações vão diminuir cerca de 50%.

Atualmente, o Tocantins tem 83 cidades inscritas no programa federal. O déficit na atenção básica é de 208 médicos. Mas nem todas as cidades pediram o teto para atender as suas necessidades, pois não há estrutura suficiente para receber médicos. Em Palmas, por exemplo, o teto é de 72 médicos. A cidade já tem 48 e pediu apenas oito do Mais Médicos.

Para o governador Siqueira Campos (PSDB), que recebeu os profissionais no Palácio Araguaia, é uma alegria ver, novamente, médicos cubanos atuando no Estado. Em 1998, durante seu segundo governo, ele assinou um acordo com o presidente Fidel Castro, que permitiu a vinda de 140 profissionais para o Tocantins. Em 2005, a maioria foi proibida pela Justiça de permanecer no Brasil e teve de retornar, mas 34 deles fizeram o Revalida e continuam no Estado.

"Foi o melhor tempo da saúde pública do Tocantins", destacou Siqueira, ressalvando, porém, que não há diferença entre estrangeiros e brasileiros. Para o governador, o mais importante é a integração dos profissionais com as comunidades a serem atendidas, para acabar com os problemas na área da saúde.

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