Com quase 80 anos, Cristo é reaberto e passará por modernização

Depois de 4 meses coberto por andaimes e até pichações, o monumento do Cristo Redentor foi reaberto nesta quarta-feira pela arquidiocese do Rio de Janeiro, que já prevê novas obras de modernização no local e maior segurança.

REUTERS

30 de junho de 2010 | 18h46

A estátua do Cristo, eleita uma das sete maravilhas do mundo moderno, passou por um processo ao longo desses 4 meses de limpeza, restauração e colocação de pedras sabão, material usado na construção do monumento em 1931.

"Não vinha aqui desde criança, mas num dia lindo como esse, de sol e céu azul, é de emocionar", disse à Reuters a turista paraense Antusa Silveira.

Turistas nacionais e estrangeiros se deliciaram com a vista do alto das Paineiras e com o Cristo totalmente repaginado. "Eles estão maravilhados e encantados com o monumento e a cidade", declarou um guia que acompanhava um grupo de turistas norte americanos.

Para evitar novos ataques de vândalos ao monumento, como o que aconteceu durante as obras de reparo, a direção do Parque Nacional da Tijuca, onde está a estátua, prometeu instalar em breve câmeras de segurança no local e ampliar o número de seguranças que circulam pela região.

Estão previstas outras novidades, como a construção de um platô de acesso ao Cristo. Também existe a possibilidade da construção de um hotel na região para abrigar turistas nacionais e estrangeiros.

"Ano que vem vamos comemorar com muito orgulho os oitenta anos do Cristo", disse o arcebispo do Rio de Janeiro, Dom Orani Tempesta, presente ao evento de reinauguração.

As obras de reparo custaram 7 milhões de reais, e a previsão que as novas obras custem no mínimo 20 milhões de reais. Assim como na etapa de restauração, a arquidiocese do Rio e a direção do parque nacional vão buscar apoio na iniciativa privada.

A estátua também entrou em clima de Copa do Mundo. Uma iluminação especial verde e amarela vai dar uma cor brasileira ao Cristo nas noites de Mundial.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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