Com queda nos investimentos, Brasil cresce só 0,6% no 3o tri

A economia brasileira cresceu apenas 0,6 por cento no terceiro trimestre deste ano quando comparada com o segundo trimestre, muito abaixo do esperado pelo mercado, com a pior retração dos investimentos em mais de três anos.

Reuters

30 de novembro de 2012 | 10h07

Pesou ainda o consumo do governo, que cresceu apenas 0,1 por cento por conta das restrições de gastos em período eleitoral, e o fato de o setor de serviços, até então um dos motores da atividade, ter mostrado estagnação. Mesmo a leve aceleração do consumo das famílias --que cresceu 0,9 por cento no período ante 0,7 por cento no segundo trimestre-- serviu pouco para compensar os números ruins.

Segundo informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira, em relação ao mesmo trimestre do ano passado, o Produto Interno Bruto (PIB) registrou expansão de 0,9 por cento entre julho e setembro.

A expectativa de economistas era de uma expansão de 1,2 por cento no trimestre passado ante o período anterior, segundo a mediana de previsões de 42 analistas consultados pela Reuters, com as projeções variando de 1,0 a 1,5 por cento.

Sobre julho e setembro de 2011, as estimativas apontavam expansão de 1,9 por cento, pela mediana de 40 previsões, numa faixa de 1,5 a 2,2 por cento.

Apesar de fraca, a expansão trimestral registrada entre julho e setembro foi a melhor desde o primeiro trimestre de 2011, quando ela foi de 0,7 por cento, e mostrou uma modesta melhora sobre o desempenho do segundo trimestre, cujo crescimento foi revisado para 0,2 por cento, ante 0,4 por cento sobre o trimestre anterior.

Mas as incertezas sobre a recuperação persistem ainda mais com a quinta retração trimestral seguida dos investimentos. No período, a formação bruta de capital fixo, uma medida dos investimentos, caiu 2 por cento, a queda trimestral mais forte desde o primeiro trimestre de 2009, quando despencou 11,9 por cento por conta do auge da crise internacional.

Já nos setores da economia, enquanto serviços registrou crescimento zero, a indústria voltou a subir na comparação trimestral, uma expansão de 1,1 por cento. Beneficiado por medidas de estímulo do governo, o setor teve o melhor desempenho desde o segundo trimestre de 2010, quando cresceu 2,1 por cento.

Já a produção agropecuária teve um crescimento de 2,5 por cento no trimestre passado.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier e Diogo Ferreira Gomes)

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