Com recessão, empréstimos de risco crescem nos bancos italianos

Os dois principais bancos da Itália, Intesa Sanpaolo e UniCredit, foram obrigados a reservar bilhões de euros para compensar um aumento acentuado nos empréstimos de risco, no momento em que apresentaram fortes quedas em seus lucros do segundo trimestre nesta sexta-feira.

SILVIA ALOISI, Reuters

03 de agosto de 2012 | 16h22

O Intesa, maior banco de varejo italiano, reservou 1,08 bilhão de euros (1,31 bilhões de dólares) no segundo trimestre, 31 por cento a mais do que um ano antes, uma vez que empréstimos podres cresceram 13 por cento. As provisões do UniCredit contra empréstimos podres totalizaram 1,9 bilhão de euros, alta de 62 por cento.

Os números refletem a dificuldade macroeconômica italiana, onde o Intesa e o UniCredit obtêm 80 por cento e 40 por cento de suas receitas, respectivamente.

As provisões pesaram fortemente sobre o lucro do UniCredit no segundo trimestre, que ficou em 169 milhões de euros, bem abaixo da previsão de analistas de 302 milhões de euros.

O Intesa teve um resultado melhor, com um lucro líquido de 470 milhões de euros, acima das expectativas de vários analistas, graças principalmente a 173 milhões de euros em restituição de impostos não-recorrentes. O resultado, entretanto, ainda ficou 41,5 por cento abaixo do trimestre anterior.

"A situação econômica na Itália é claramente desafiadora", disse o presidente-executivo do UniCredit, Federico Ghizzoni, em uma teleconferência com analistas.

As preocupações sobre a desaceleração econômica na terceira maior economia da zona do euro foi um dos fatores citados pela agência de classificação de risco Moody's quando rebaixou os ratings do Intensa, UniCredit e outros bancos italianos no mês passado, após reduzir em dois graus o rating da dívida soberana da Itália no mês passado.

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