Com trégua no exterior, Bovespa tem maior alta em 7 meses

Com a trégua nos mercados globais, investidores aproveitaram o forte tombo recente para sair em busca de "barganhas", o que levou a Bovespa à maior alta diária em mais de 7 meses nesta segunda-feira, após líderes das maiores economias globais se comprometerem em apoiar o crescimento da zona do euro.

REUTERS

21 Maio 2012 | 18h14

O Ibovespa fechou em alta de 3,81 por cento, a 56.590 pontos. Foi a maior valorização diária desde 10 de outubro, quando subiu 3,96 por cento. O giro financeiro foi de 10,55 bilhões de reais, inflado pelo vencimento de opções sobre ações, que girou 2,99 bilhões de reais.

"Investidores saíram em busca de barganhas, de ativos que ficaram baratos depois das fortes quedas das últimas sessões, com destaque para o movimento dos papéis da Petrobras", afirmou Luis Gustavo Pereira, estrategista na Futura Corretora.

A preferencial da companhia disparou 7,28 por cento, a 21,22 reais, a segunda maior alta do Ibovespa. OGX subiu 7,03 por cento, a 12,34 reais. Ainda entre as blue chips, o papel preferencial da Vale avançou 3,22 por cento, a 36,85 reais.

O apetite por risco voltou aos mercados depois de os líderes do G8, que se reuniram no fim de semana, mostraram apoio à permanência da Grécia na zona do euro e prometerem tomar medidas para revigorar as economias do bloco.

A reunião dos ministros das finanças da França e Alemanha nesta segunda-feira, que antecede à reunião dos dirigentes do bloco europeu, também trouxe certo alívio aos mercados, segundo operadores, com a expectativa de que sejam definidas medidas para estimular a região.

Investidores também repercutiram as declarações do premiê chinês no fim de semana, que sinalizaram para a possibilidade de novos estímulos econômicos após os dados fracos do primeiro trimestre, segundo operadores.

Em Wall Street, o Dow Jones fechou em alta de 1,09 por cento. Mais cedo, o principal índice de ações europeu teve valorização de 0,49 por cento.

"Nesta semana, os mercados vão monitorar principalmente três eventos: a reunião dos dirigentes europeus, para ver se Alemanha e França chegam a algum acordo, possíveis novas medidas na China e a reunião do Banco Central do Japão, que pode adotar alguma medida expansionista", afirmou Darwin Dib, economista-chefe na CM Capital Markets.

Por aqui, a ação preferencial da Gerdau subiu 7,9 por cento, a 16,80 reais, a líder de alta do Ibovespa. Gerdau Metalúrgica avançou 7,1 por cento, a 21,22 reais.

A ação da Localiza subiu 6,53 por cento, a 32,12 reais. A empresa de aluguel e venda de veículos informou nesta segunda-feira que deve lançar suas American Depositary Receipt (ADRs) em Nova York até o final de junho.

Ações de bancos também tiveram um dia de forte recuperação, sob liderança de Banco do Brasil, com um salto de 6,05 por cento, a 21,37 reais.

O mercado aguarda o anúncio de novas medidas do governo para auxiliar o crescimento do país neste ano, que podem incluir a ampliação do Programa de Sustentação do Investimento (PSI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), com aumento de linhas e redução de encargos para a indústria, com foco em máquinas e equipamentos, disse uma fonte ligada à equipe econômica à Reuters.

Em sentido oposto, a preferencial da Eletrobras teve a maior queda do Ibovespa, com baixa de 3,4 por cento, a 18,45 reais. CPFL Energia recuou 3,39 por cento, a 24,50 reais.

(Por Danielle Assalve; Edição de Aluísio Alves)

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