Com via recuperada, até a qualidade do café melhorou

Transporte da lavoura para secagem era ponto crítico para produtores garantirem um bom padrão para os grãos

O Estado de S.Paulo

10 Junho 2009 | 03h00

A recuperação de três estradas que ligam os dois sítios do cafeicultor Sebastião Carlos do Nascimento, na zona rural de São Sebastião da Grama (SP), melhorou o dia a dia do produtor, principalmente na época da colheita do café. Ele conta que a lavoura fica no Sítio São Francisco, na estrada que liga a Fazenda Moreira ao Bairro Ouro. Mas todo o beneficiamento da produção é feito no Sítio Samambaia, na Rodovia Ecológica de São Paulo, que liga o município paulista a Poços de Caldas (MG). No caminho, Nascimento precisa passar ainda por outra estrada, a Estrada do Sertãozinho.

Há até três anos, antes da recuperação das estradas, o trajeto de 10 quilômetros demorava duas horas, de trator. "Hoje, faço em uma hora. Além da economia de tempo, há economia de combustível e com manutenção do trator", diz ele.

Além da economia, o produtor lembra que a qualidade do café depende muito das estradas. "O café colhido no mesmo dia vai para secagem no terreiro, porque senão os grãos podem fermentar e perder a qualidade. Quando chovia muito, a estrada ficava intransitável", recorda o produtor, destacando que a recuperação da estrada não é apenas do piso, mas acompanha também outros benefícios, como terraceamento e caixas de retenção de água.

O engenheiro florestal Emílio Bizon Neto, que também é prefeito de São Sebastião da Grama, destaca ainda que o melhoramento das estradas rurais foi fundamental para a cidade ganhar o status de produtora de cafés campeões de qualidade no Estado. "A maior perda do cafeicultor com as estradas ruins é na colheita, no caminho do campo até o terreiro. Agora, os produtores estão investindo maciçamente em qualidade."

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