Comando da PM do Rio cancela punições administrativas a policiais

Decisão ocorre em meio a críticas pela atuação da corporação nos protestos; em nota, comandante elogiou 'alto grau de profissionalismo' dos oficiais

Fábio Grellet - Agência Estado

03 de agosto de 2013 | 12h09

Mesmo sob críticas pela atuação ao reprimir protestos nas ruas e sob suspeita de ter responsabilidade no desaparecimento do pedreiro Amarildo de Souza, de 43 anos, a Polícia Militar do Rio de Janeiro decidiu cancelar todas as punições administrativas aplicadas aos policiais desde o início da gestão do atual comandante, o coronel Erir da Costa Filho, em outubro de 2011.

Os policiais que estão detidos nos quartéis poderão voltar ao trabalho regular nas ruas, segundo informou o boletim interno divulgado aos oficiais na última quinta-feira. A PM não informou quantos policiais foram beneficiados nem quando o benefício começou a vigorar.

No boletim, o comandante da PM elogia "o alto grau de profissionalismo" dos policiais "nas manifestações populares pacíficas e nos protestos ilegítimos e violentos", e também durante os grandes eventos realizados recentemente no Rio (a Copa das Confederações e a Jornada Mundial da Juventude).

Em nota, a PM informou que "a dispensa do cumprimento da prisão (...) se refere ao fato de a Polícia Militar ter cumprido escalas de serviço mais extenuantes nos últimos dois meses" e que os casos "mais graves" continuam "sob Conselho de Disciplina". "A medida se refere a casos de menor potencial ofensivo", conclui nota da corporação.

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