Combate à dengue terá aumento de 20% no repasse de recursos

Medida do Ministério da Saúde beneficiará 989 municípios considerados prioritários; objetivo é prevenir epidemia no verão

Lígia Formenti, O Estado de S.Paulo,

12 Outubro 2011 | 03h01

O Ministério da Saúde aumentará em 20% o repasse de recursos para combate à dengue em cidades consideras prioritárias. A medida, que totaliza R$ 90 milhões ainda neste ano, integra conjunto de ações anunciado ontem pelo ministro Alexandre Padilha para prevenir epidemia no verão e reduzir taxas de mortalidade.

Padilha diz que as medidas de prevenção e controle devem ser mantidas em todo o País. "Não há uma região que nos preocupe mais. Todos têm de estar atentos e adotar medidas de combate ao mosquito." Neste ano foi registrada redução de 24% dos casos notificados e de 40% nos casos graves. "Mas não podemos baixar a guarda", avisou.

Além da ampliação dos recursos, o ministério prevê a capacitação de profissionais para identificar casos graves e a instalação de sistema de acompanhamento de rumores em redes sociais. Essa nova ferramenta pode auxiliar na identificação de tendência de aumento de casos antes de o problema ser constatado por autoridades sanitárias locais.

A principal preocupação é evitar a expansão de casos provocados pelo vírus tipo 4. "Esse tipo tem expansão mais lenta, mas isso não reduz nossa preocupação", disse o secretário de Vigilância em Saúde, Jarbas Barbosa. A circulação do vírus tipo 4 foi constatada em dez Estados, mas Barbosa avalia que o vírus está espalhado pelo País.

Os recursos extras serão destinados a 989 municípios que, abrigam quase 50% da população brasileira. A escolha das cidades obedeceu a critério de risco: capitais e regiões metropolitanas com casos autóctones, municípios com mais de 50 mil habitantes ou cidades com menos de 50 mil habitantes que tenham alta incidência da doença.

As verbas serão ofertadas neste ano, desde que municípios apresentem plano de melhorar da eficiência da prevenção. "Haverá um cardápio de ações que o município poderá escolher. Mas a algumas medidas todos terão de obedecer, como a realização de levantamentos sobre criadouros do mosquito transmissor", disse Barbosa.

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