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Combates irrompem perto de Damasco antes de prazo para trégua

Violência em Harasta começou depois de rebeldes ultrapassarem dois bloqueios do Exército no limite da cidade

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25 de outubro de 2012 | 08h39

AMÃ - Forças do presidente Bashar al-Assad dispararam com tanques e barragens de foguetes contra um bairro de Damasco nesta quinta-feira, 25, matando cinco pessoas, disseram ativistas da oposição, um dia antes do aguardado início de um cessar-fogo acordado com a ONU.

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O combate em Harasta, a nordeste de Damasco, irrompeu depois de rebeldes ultrapassarem dois bloqueios do Exército no limite da cidade, que estão na rodovia principal que liga a capital ao norte do país, relataram os ativistas.

"Harasta está sendo atacado por tanques e lançadores de foguetes enviados para a rodovia. Os rebeldes estão impondo resistência e não parece que o Exército conseguirá entrar na cidade desta vez", disse o morador de Damasco Mohammad, por telefone.

Harasta é um dos vários grandes locais islâmicos sunitas que circundam a capital síria e que estão na linha de frente da rebelião contra Assad, que dura 19 meses.

O grupo de ativistas de oposição Departamento de Imprensa de Harasta descreveu a cidade como uma "zona de desastre" após o bombardeio.

"Um bloqueio da rodovia (pelo Exército) foi montado ao lado da principal padaria. Não há água, comida ou remédios e há prolongadas quedas de energia", afirmou a organização num comunicado.

Outros moradores de Damasco disseram que o barulho de bombas caindo sobre Harasta e no bairro próximo de Zamalka podiam ser ouvidos do centro da capital.

Na quarta-feira, o mediador da Liga Árabe e da ONU para o conflito sírio disse ao Conselho de Segurança da ONU que Assad havia aceitado um cessar-fogo durante o feriado muçulmano do Eid, que começa na sexta-feira. Uma declaração oficial das autoridades sírias é esperada para mais tarde nesta quinta.

O ativista de oposição em Damasco Moaz al-Shami, porém, disse que "ninguém estava levando o cessar-fogo a sério". "Como pode haver um cessar-fogo com tanques andando pelas ruas, bloqueios a cada cem metros e o Exército não hesitando em atacar bairros civis com artilharia pesada? Este é um regime que perdeu toda a credibilidade."

 

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